Ontem comprei num sebo aqui perto do trabalho o Severino, aquele cd dos Paralamas do Sucesso lançado em 1994, por apenas 6 reais e 50 centavos! Tirando duas ou três músicas e mais a faixa bônus, posso dizer que ainda não conhecia o álbum, e achei realmente tão foda quanto dizem. Minha nova droga favorita. Claro que tem lá seus momentos de deslizes... mas sabe, pensando bem, procurar defeitos em um disco antigo dos Paralamas do Sucesso é um dos maiores desperdícios do universo. Dessas besteiras difíceis de explicar...
Você não escolhe a música, é a música que escolhe você. Então a música que me escolheu – pelo menos por enquanto – foi "Músico", faixa 7. Ela começa numa porrada e mantém um pulso firme que em vários momentos lembra a cadência de uma locomotiva, até chegar na parte quieta-que-vai-aumentando (o trecho mais massa de ouvir), para finalmente culminar numa explosão atômica de cordas. Sim, é bem verdade que a letra não faz o menor sentido, mas... quem precisa? É de autoria do Tom Zé – o fato da letra ter sido composta por ele ajuda a explicar tudo, absolutamente – e diz coisas como "cadeia de gens somos um trem, ô-ô, um trem que tem que tem que tem a ignição de ser pó-len porque além disso dó-mina, insemina e se co-ó-ó-ze em sêmen sêmen". Foda, foda, foda... enfim, música para quem tem ausência de parafusos e se sente bem melhor assim!
Mas então. Comprei o cd dos Paralamas e de lambuja ainda ganhei um exemplar número 6 da Coleção Horizonte, do ano de 1962 (caralho!). É uma revistinha cristã com artigos, contos, testes de personalidade e essas coisas todas. Tem aquelas ilustrações típicas da época, "ele" grafado com acento circunflexo e anúncios velhões. SENSACIONAL. Mas a parte que reserva boas risadas é mesmo a seção "Consultório Pastoral", escrita por Álvaro Rinaldi. Uma leitora do Rio de Janeiro mandou uma carta à revista, preocupada com seu namorado "meio comunista". Saquem só a resposta do nosso amigão Álvaro (vale muito a pena):
Você não escolhe a música, é a música que escolhe você. Então a música que me escolheu – pelo menos por enquanto – foi "Músico", faixa 7. Ela começa numa porrada e mantém um pulso firme que em vários momentos lembra a cadência de uma locomotiva, até chegar na parte quieta-que-vai-aumentando (o trecho mais massa de ouvir), para finalmente culminar numa explosão atômica de cordas. Sim, é bem verdade que a letra não faz o menor sentido, mas... quem precisa? É de autoria do Tom Zé – o fato da letra ter sido composta por ele ajuda a explicar tudo, absolutamente – e diz coisas como "cadeia de gens somos um trem, ô-ô, um trem que tem que tem que tem a ignição de ser pó-len porque além disso dó-mina, insemina e se co-ó-ó-ze em sêmen sêmen". Foda, foda, foda... enfim, música para quem tem ausência de parafusos e se sente bem melhor assim!
Mas então. Comprei o cd dos Paralamas e de lambuja ainda ganhei um exemplar número 6 da Coleção Horizonte, do ano de 1962 (caralho!). É uma revistinha cristã com artigos, contos, testes de personalidade e essas coisas todas. Tem aquelas ilustrações típicas da época, "ele" grafado com acento circunflexo e anúncios velhões. SENSACIONAL. Mas a parte que reserva boas risadas é mesmo a seção "Consultório Pastoral", escrita por Álvaro Rinaldi. Uma leitora do Rio de Janeiro mandou uma carta à revista, preocupada com seu namorado "meio comunista". Saquem só a resposta do nosso amigão Álvaro (vale muito a pena):

Notem que as coisas que eu escaneio sempre ficam tortas