Sábado, ontem, comprei o box completo do Máquina Mortífera porque achei que estava a um bom preço e também porque é uma série que eu gosto bastante. Poderia muito bem colocar aqui o preço e o nome do estabelecimento onde fiz a compra, para quem quiser aproveitar a promoção e tal, mas nem vou... foda-se.
Estou sendo gratuitamente ofensivo, que coisa feia. Esse tipo de atitude não é do meu feitio.
[momento de reflexão]
Pensando com calma, é do meu feitio, sim.
Muita gente pode pensar que é panaquice da minha parte, mas o certo é que eu sempre procuro aprender alguma coisa com personagens de filmes. Geralmente com os que, em essência, mais se parecem comigo.
Martin Riggs foi um grande mestre daquilo que eu chamo de "Técnicas de Terrorismo Psicológico". Ele tem aquele estilo de bom-moço imprevisível, entende? Apesar da cara de bom sujeito, de ser boa-praça e tratar as pessoas (razoavelmente) bem, ele é completamente perturbado. Doido de jogar pedra mesmo. O tipo de sujeito com quem você faz uma brincadeira, aí ele dá uma risada e, de repente, sem aviso prévio, te aplica uma muqueta bem servida no meio do nariz. Ele é muito foda por isso. O cara é um solitário por natureza. Tem sim aquela amizade forte pra caralho com o Murtaugh, mas gosta mesmo é de ficar sozinho no trailer, conversando com seu cachorro e bebendo uma cerveja, enquanto assiste televisão e caminha pelado – ou observa o mar. Isso sem contar os impulsos suicidas que ele sempre acaba protelando por algum motivo, e o fato de procurar se manter distante das pessoas por saber que por trás da aparência de bom-moço, na verdade, ele é um selvagem e pode acabar machucando quem gosta mesmo sem querer. Claro que no Máquina Mortífera 4 tem todo aquele papo de ele estar casado e tudo mais, mas faço questão de ignorar toda essa besteira. Bons personagens não deveriam casar NUNCA. A essência do cara é justamente aquela vida solitária no trailer. Ele e o cachorro. O cachorro e ele. E nada mais, porra. Mas roteiristas são todos uns panacas mesmo...
Falando em panaquice, eu senti uma enorme necessidade de revelar o quanto o ato de ler os créditos de um filme – qualquer filme – me deixa profundamente abatido. Pois sim, amigos, isso corta o meu coração. Aquela hora em que ninguém mais está dando importância ao que se passa na tela, quando rolam acima os nomes dos atores insignificantes, aqueles que fazem os papéis mais medíocres da história. Não me refiro aos figurantes, multidão desconhecida sem passado ou sem futuro, me refiro àqueles cujos nomes aparecem depois de vários e vários nomes, nos últimos lugares. Sempre presto atenção aos créditos dos filmes que assisto porque considero esse um gesto honrado. Mas devo admitir que dificilmente reconheço algum daqueles nomes e quase nunca os identifico mais que uma vez. Então me ponho a pensar que para todos eles, aquele papel de pouco valor deve ter significado uma luz no fim do túnel, ou quem sabe até um sopro de esperança. Depois de anos comendo o pão que o diabo amassou para conquistar um lugar ao sol, eles finalmente conseguiram. Pode ser apenas uma fala esquecível, uma cena dispensável, mas isso é mais do que muitos conseguiram até o momento. Geralmente é também mais do que conseguirão durante toda a vida. Triste.
Estou sendo gratuitamente ofensivo, que coisa feia. Esse tipo de atitude não é do meu feitio.
[momento de reflexão]
Pensando com calma, é do meu feitio, sim.
Muita gente pode pensar que é panaquice da minha parte, mas o certo é que eu sempre procuro aprender alguma coisa com personagens de filmes. Geralmente com os que, em essência, mais se parecem comigo.
Martin Riggs foi um grande mestre daquilo que eu chamo de "Técnicas de Terrorismo Psicológico". Ele tem aquele estilo de bom-moço imprevisível, entende? Apesar da cara de bom sujeito, de ser boa-praça e tratar as pessoas (razoavelmente) bem, ele é completamente perturbado. Doido de jogar pedra mesmo. O tipo de sujeito com quem você faz uma brincadeira, aí ele dá uma risada e, de repente, sem aviso prévio, te aplica uma muqueta bem servida no meio do nariz. Ele é muito foda por isso. O cara é um solitário por natureza. Tem sim aquela amizade forte pra caralho com o Murtaugh, mas gosta mesmo é de ficar sozinho no trailer, conversando com seu cachorro e bebendo uma cerveja, enquanto assiste televisão e caminha pelado – ou observa o mar. Isso sem contar os impulsos suicidas que ele sempre acaba protelando por algum motivo, e o fato de procurar se manter distante das pessoas por saber que por trás da aparência de bom-moço, na verdade, ele é um selvagem e pode acabar machucando quem gosta mesmo sem querer. Claro que no Máquina Mortífera 4 tem todo aquele papo de ele estar casado e tudo mais, mas faço questão de ignorar toda essa besteira. Bons personagens não deveriam casar NUNCA. A essência do cara é justamente aquela vida solitária no trailer. Ele e o cachorro. O cachorro e ele. E nada mais, porra. Mas roteiristas são todos uns panacas mesmo...
Falando em panaquice, eu senti uma enorme necessidade de revelar o quanto o ato de ler os créditos de um filme – qualquer filme – me deixa profundamente abatido. Pois sim, amigos, isso corta o meu coração. Aquela hora em que ninguém mais está dando importância ao que se passa na tela, quando rolam acima os nomes dos atores insignificantes, aqueles que fazem os papéis mais medíocres da história. Não me refiro aos figurantes, multidão desconhecida sem passado ou sem futuro, me refiro àqueles cujos nomes aparecem depois de vários e vários nomes, nos últimos lugares. Sempre presto atenção aos créditos dos filmes que assisto porque considero esse um gesto honrado. Mas devo admitir que dificilmente reconheço algum daqueles nomes e quase nunca os identifico mais que uma vez. Então me ponho a pensar que para todos eles, aquele papel de pouco valor deve ter significado uma luz no fim do túnel, ou quem sabe até um sopro de esperança. Depois de anos comendo o pão que o diabo amassou para conquistar um lugar ao sol, eles finalmente conseguiram. Pode ser apenas uma fala esquecível, uma cena dispensável, mas isso é mais do que muitos conseguiram até o momento. Geralmente é também mais do que conseguirão durante toda a vida. Triste.
O que deveria ser o estopim de uma carreira promissora, na maior parte das vezes, é só o auge de uma trajetória que jamais chegará em lugar algum. Para a maior parte, Hollywood nunca vai oferecer mais que aquilo. Continuarão servindo cafezinhos a estranhos, vendendo balas no farol e distribuindo panfletos a transeuntes na rua enquanto esperam por uma carreira que nunca vai se concretizar. Hollywood é normalmente chamada como a fábrica de sonhos, com toda razão. Mas existe esse outro lado também, o lado dos sonhos devastados, dos fracassos que se prolongam, repletos de incursões falsas. Eu fico pensando na porcentagem dos que quebram a cara se comparada a quantidade dos que dão certo. Deve ser uma coisa muito gritante.