Esses dias que passei em casa foram bastante produtivos em matéria de filmes. Assisti três filmes que vinha enrolando há tempos para assistir e de quebra ainda peguei emprestado da minha irmã um filme sobre balé.
É.
Por causa da indisposição, não pude me dar ao luxo de ficar muito tempo longe das fronteiras do meu apartamento. O que mais me incomodou nessa história toda de virose nem foi o fato de ter que ficar de molho em plena semana de feriado prolongado. O pior foi sentir TANTA dor de barriga, que aliada a outros sintomas chatos não me deixou fazer muita coisa além de repousar e esperar pelo próximo piriri, sempre imprevisível. Sério, quando a situação parecia estar sob controle, de repente, no minuto seguinte tudo ia por água abaixo. Uma dor de barriga difícil de aguentar. Mas pra não dizer que fiquei enclausurado todos esses dias, sábado de tardezinha consegui dar um pulo até a casa da minha mãe, com a cara e a coragem (também, esse foi o único destino que me arrisquei a planejar, pelas seguintes razões: primeiro porque minha mãe mora a menos de dez minutos de onde eu moro, e depois porque a casa da família da gente é um lugar que não exige muita cerimônia, de modo que não fica tão embaraçoso sair correndo às pressas para o banheiro sem dar maiores explicações) e fiz uma coisa impensável para um sujeito como eu: voltei pra casa com o dvd de Cisne Negro.
Seguem os comentários sobre os filmes assistidos. Bestas, desprovidos de profundidade e que não devem ser levados em conta – por uma série de motivos que também não vêm ao caso – mas enfim, é o que tem pra hoje.
É.
Por causa da indisposição, não pude me dar ao luxo de ficar muito tempo longe das fronteiras do meu apartamento. O que mais me incomodou nessa história toda de virose nem foi o fato de ter que ficar de molho em plena semana de feriado prolongado. O pior foi sentir TANTA dor de barriga, que aliada a outros sintomas chatos não me deixou fazer muita coisa além de repousar e esperar pelo próximo piriri, sempre imprevisível. Sério, quando a situação parecia estar sob controle, de repente, no minuto seguinte tudo ia por água abaixo. Uma dor de barriga difícil de aguentar. Mas pra não dizer que fiquei enclausurado todos esses dias, sábado de tardezinha consegui dar um pulo até a casa da minha mãe, com a cara e a coragem (também, esse foi o único destino que me arrisquei a planejar, pelas seguintes razões: primeiro porque minha mãe mora a menos de dez minutos de onde eu moro, e depois porque a casa da família da gente é um lugar que não exige muita cerimônia, de modo que não fica tão embaraçoso sair correndo às pressas para o banheiro sem dar maiores explicações) e fiz uma coisa impensável para um sujeito como eu: voltei pra casa com o dvd de Cisne Negro.
Seguem os comentários sobre os filmes assistidos. Bestas, desprovidos de profundidade e que não devem ser levados em conta – por uma série de motivos que também não vêm ao caso – mas enfim, é o que tem pra hoje.
Cisne Negro

Deixa eu contar um segredo: esse é um filme sobre balé, eu sempre soube disso e mesmo assim ele estava na minha lista de filmes em potencial. Pois bem, dito isso, acho que agora já posso começar a escrever com a consciência tranquila. Em Cisne Negro a Natalie Portman interpreta uma dançarina de meia-tigela que, depois de passar pelo teste do sofá, é selecionada para fazer o papel principal de uma montagem "inovadora" do Lago dos Cisnes (eu desconfio que esse balé seja de extrema importância para quem realmente entende do riscado, mas numa boa, eu simplesmente não dou a mínima e também não vou pesquisar sobre o assunto). O problema é que Nina, assim como qualquer bailarina, parece ter alguns parafusos a menos na cachola. Mas por incrível que pareça, a bailarina em questão consegue ir mais além (sei lá, ela tem o que se pode chamar de "macaquinhos dançarinos no sótão"). Portanto a história mistura delírios galopantes com intermináveis cenas de ensaio de balé, que seguramente vão redefinir o seu entendimento de chatice. E olha, cá entre nós, está redondamente enganado quem pensa que o que levou Nina à loucura foi a busca pela perfeição. Não foi não. Pelo menos pra mim ficou bastante claro que ela já era suficientemente perturbada antes mesmo de aceitar o papel do tal cisne de cor. Alguém que tenha mais de 18 anos e ainda precisa da ajuda da mamãe para botar pra dormir não tem lá a cabeça muito confiável, oras. Aliás, deve ser algo genético esse negócio de problemas mentais porque aquela mãe dela parecia ser ainda mais desequilibrada. Futucando bem todo mundo tem uma mãe normal, só a bailarina que não tem? O ponto alto do filme foi mesmo a cena de sexo entre Natalie Portman e aquela gostosa da Mila Kunis – ao meu ver, a Mila Kunis é quem rouba a cena o filme inteiro, o que não é para menos, a moça é de encher os olhos – porém, a supracitada cena é praticamente casta e poética dentro dos padrões formais que ajudam a reger a boa e velha sacanagem, e ao que parece, pode (ou não) ter sido apenas fruto de uma alucinação de Nina (porque ela pode ser esquizofrênica sim, mas de boba ela não tem nada). A despeito da estatueta que a Natalie Portman exibe na decoração da sala de estar da sua casa, é importante que se diga que eu, Edgar, não achei lá grande coisa o fato de ela ter conseguido interpretar com maestria uma personagem com sérios distúrbios mentais. Pra quem foi forçada a se relacionar com fãs de Star Wars durante anos, convenhamos, isso era o mínimo que se podia esperar dela. Não fez mais que a obrigação.

Tá legal, esse é velho pra caralho, mas eu avisei que vinha procrastinando há tempos para ver alguns filmes. No caso, estava falando justamente desse filme lançado em 2007. Eu Sou a Lenda se não tem um roteiro impecável, ao menos é muito bem-amarrado. Devo confessar que tenho uma queda por filmes que mostram a solidão na sua forma mais brutal: a humanidade foi pra casa do chapéu e você é o último exemplar de toda a sua espécie (mano, se a definição de felicidade é algo particular, então a minha pode ser essa, sem tirar nem pôr). E esse filme transmite essa idéia de uma forma que se aproxima muito do que eu gostaria de vivenciar um dia. Justamente por isso, é um roteiro extremamente corajoso. Repare bem que o filme inteiro se sustenta apenas no poder do Will Smith de conseguir cativar quem está assistindo. Qualquer ator sem um pingo de carisma em cena e duvido que alguém teria paciência e boa vontade para tolerar quase duas horas vendo um cara zanzando sozinho numa cidade despovoada. Não sei, posso estar sendo chato, mas acho que o único problema do filme é que não havia necessidade de fazer as criaturas-zumbis-canibais em computação gráfica. Claro que certas cenas precisam de efeitos especiais, mas pra que tanto exagero? Tirando isso – e o destino da cadela Samantha, que me aborreceu profundamente –, é um filme que eu recomendo muito. Gostei demais.
Eu Sou a Lenda

Tá legal, esse é velho pra caralho, mas eu avisei que vinha procrastinando há tempos para ver alguns filmes. No caso, estava falando justamente desse filme lançado em 2007. Eu Sou a Lenda se não tem um roteiro impecável, ao menos é muito bem-amarrado. Devo confessar que tenho uma queda por filmes que mostram a solidão na sua forma mais brutal: a humanidade foi pra casa do chapéu e você é o último exemplar de toda a sua espécie (mano, se a definição de felicidade é algo particular, então a minha pode ser essa, sem tirar nem pôr). E esse filme transmite essa idéia de uma forma que se aproxima muito do que eu gostaria de vivenciar um dia. Justamente por isso, é um roteiro extremamente corajoso. Repare bem que o filme inteiro se sustenta apenas no poder do Will Smith de conseguir cativar quem está assistindo. Qualquer ator sem um pingo de carisma em cena e duvido que alguém teria paciência e boa vontade para tolerar quase duas horas vendo um cara zanzando sozinho numa cidade despovoada. Não sei, posso estar sendo chato, mas acho que o único problema do filme é que não havia necessidade de fazer as criaturas-zumbis-canibais em computação gráfica. Claro que certas cenas precisam de efeitos especiais, mas pra que tanto exagero? Tirando isso – e o destino da cadela Samantha, que me aborreceu profundamente –, é um filme que eu recomendo muito. Gostei demais.
127 Horas

127 Horas é mais um daqueles filmes feito apenas para fomentar o sadismo desse tipo de gente que gosta de dizer que adora "exemplos de superação", quando na verdade gosta mesmo é de ver outras pessoas se ferrando bonitamente sem, entretanto, perder a cabeça e chutar o pau da barraca. Já vi isso antes e melhor.
X-Men Origens: Wolverine

Wolverine está longe de ser o meu personagem de quadrinhos preferido. Até entendo o valor exagerado que a Marvel confere a ele: o personagem tem uma legião de fãs muito devotados, é verdade. Muita gente deve enxergar um quê de sedução naquele baixinho canadense cabeludo com garras de metal retráteis, ossos de adamantium e péssimo comportamento, mas não sei apontar exatamente o quê. Tudo o que sei é que se existe algo sobre o Wolverine que deve ser respeitado é a sua desfaçatez. Nenhum dos filmes dos X-Men que vi até hoje souberam explorar muito essa característica. Se não estou falando merda, o Origens foi o primeiro a levar isso – ainda que indiretamente – em conta. Além do mais, é uma receita muito simples, senhores: acrescente personagens demais em uma história que preza mais pelas cenas de porradaria do que pelos diálogos e você terá vários personagens mal-elaborados. Deadpool – que conquistou meu respeito depois de um boneco que eu tive na infância, que acabou com a raça do Gigante Esmeralda de um primo meu – podia ter rendido um personagem tão mais bacana… e no fim das contas se transformou naquilo lá. A desavença com o Dentes de Sabre ficou sem pé nem cabeça, totalmente. A expedição pelas guerras tinha que ter mais espaço dentro do filme, e não se limitar apenas aos créditos (falha grave). O Gambit sem sotaque cajun só pode ter sido piada de mau gosto. Toda a história com a Arma X recebeu uma abordagem mimimi demais pro meu gosto. Ao menos as sequências de ação são convincentes e as lutas são moderadamente bem coreografadas e editadas. Fiquei particularmente impressionado com a atriz que interpreta a mulher do Logan, sério, a moça parece até ser bonita, mas é medonha. Impressionante! Enfim, o filme não é bom, mas vale a pena, é divertido.
eu ia comentar que adorei todos os filmes que você citou, cada um por um motivo diferente, mas dai li a descrição de "virose": vírus + ozzy, e morri. MORRI! :P
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