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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sonho

Essa noite eu sonhei com o meu pai.

Ontem foi domingo e também foi um dia bastante caótico, corrido e estranho. Dormi mais cedo que o habitual (por volta das 19h). Acordei às 22h assustado pois na minha cabeça já passavam das 9h. Mas voltei para cama assim que enxerguei que estava tudo muito escuro ainda. E então eu dormi e ele apareceu.

Andamos pela cidade de madrugada. Foi um passeio bacana, comprido pra caralho mas ao mesmo tempo curto num segundo a gente tava em um extremo da cidade, e no outro estavamos no outro extremo e nesse meio tempo a gente conversou sobre alguns assuntos nada ver, umas coisas sem nexo mesmo. Pena que a única coisa que me lembro com um clareza absurda foi de você perguntar se tinha algum estacionamento grande e vazio, e eu tentava lembrar de algum, até finalmente recomendar um estádio de futebol de um time que eu nunca vi na vida, mas que podia quebrar o seu galho. Porque você perguntou isso eu não faço idéia. Porque eu perdi um tempão tentando achar a resposta, muito menos. Faltei no dia que explicaram a lógica dos meus sonhos. Por fim a gente sentou nomeio-fio (já no caminho de volta pra casa). Você se sentou primeiro e então me sentei do seu lado e... eu acordei.

Ri sozinho e logo em seguida a porra do sonho começou a fazer aquela coisa que os sonhos fazem, de escapar quase que completamente da memória. Só sobram algumas peças que não se encaixam acho que lendo o texto da pra perceber um pouco e a gente fica com um quebra-cabeça imperfeito do que a alguns segundos atrás foi um sonho perfeito. E foi um sonho muito real. Bom, pelo menos as partes de que eu me lembro foram reais, muito incrível.

Acho que vou passar boa parte da madrugada com o sonho na cabeça. Tentando formar de novo, tentando prolongar a sensação, tentando imortalizar as memórias que ele trouxe, procurando explicações e razões e possibilidades e respostas... mas eu sei que isso é besteira. Quanto mais a gente tenta encontrar um sentido, menos ele aparece e mais a gente perde o fio da meada. Esse é um mundo esquisito, com gente esquisita e situações esquisitas a gente  não consegue mudar ele, não consegue mudar ninguém a gente não sabe o que tem nas mãos até perder. Não tem sentido ficar procurando sentido. A gente aproveita as coisas boas que acontecem e não faz perguntas senão tudo acaba. Foi só um sonho, foi só uma conversa, mas foi muito foda, e valeu a pena pelo tempo que durou e pela lembrança que ficou, mesmo que fragmentada.